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Papo com Roni #1

Nesta primeira edição de 2010 com o "Papo com Roni", bati um papo muito legal com um cara que fez a sonora mais emocionante que conhecemos do nosso hino, Marcos Kleine!

"Fui o primeiro baterista do Viper (famosa banda de Heavy Metal dos anos 90), mas essa empreitada durou pouco, não tinha espaço e nem condições financeiras para comprar uma bateria"


NOME COMPLETO : Marcos Kleine 
IDADE :40
NASCIDO EM : São Paulo
PROFISSÃO : Músico
ESPORTE : Futebol
MAIOR REALIZAÇÃO : Ainda está por vir
UM HOBBY : Cinema e assistir séries
UMA MÚSICA : Mr Crowley
PRETENÇÕES FUTURAS : Continuar vivendo da arte.

Roni: Você sempre foi apaixonado por música? 
R - M.K: Sou apaixonado pela música desde criança, lembro que com 7 anos de idade eu ouvia o dia todo a trilha sonora do filme Star Wars. Gostava também de ouvir rádio o dia todo. Virei fã do Kiss com 8 anos de idade. Aos 10 anos comecei a brincar de tocar bateria em almofadas, ai não teve mais jeito, entrei com tudo no mundo da música. Fui baterista até os 15 anos, ou, até o dia que peguei uma guitarra. 10/03/1985 lembro até do dia tamanho foi o impacto. Foi amor à primeira vista.

Roni: Qual foi sua primeira banda, na qual tocou?
R - M.K: Sobre esse assunto existe uma curiosidade que muitos não sabem. Fui o primeiro baterista do Viper (famosa banda de Heavy Metal dos anos 90), mas essa empreitada durou pouco, não tinha espaço e nem condições financeiras para compra uma bateria.Como guitarrista fundei o Exhort, banda de heavy metal que teve certa projeção no final dos anos 80 e anos 90. Gravamos um LP e um CD. A banda era formada por Silvio Vartan, Nando Machado e Rick Verresk. (Não lembro os detalhes dos integrantes)

Roni: Além da bela guitarra, você toca e/ou gosta de algum outro instrumento?
R - M.K: Como já citei aqui arranho na bateria, teclado sei mais gravar do que tocar, já fiz algumas trilhas sonoras e é quase uma exigência vc usar teclado. Quem toca guitarra arranha no baixo. Por hora são esses instrumentos. Acho que paro por aqui também.

Roni: Você já foi vocalista de alguma banda?
R - M.K: Está ai algo que não sei fazer e não tenho intenção. Minha voz é horrorosa.

Roni: Quais as bandas por onde tocou?
R - M.K: Fora inúmeras participações e trabalhos, os principais foram. Exhort (Anos 80 e 90), Banda Atilla (anos 90), montei em 1998 uma banda que tocava só temas de filmes e seriados conhecidos, se chamava Kleine Project. A Fabulosa Orquestra de Rock And Roll(2006). 4 anos acompanhando o Leo Jaime (2004/2008). Banda Vega (2000).Projeto G80(2007) (que rendeu o DVd anos 80 Multishow ao vivo) e atualmente o Ultraje a Rigor.

Roni: Quando e como foi essa idéia de montar a Fabulosa Orquestra de Rock´n Roll?
R - M.K: Esse foi um projeto idealizado e organizado pelo Roger, fizemos em 2006 uma temporada de shows no Bar Avenida em São Paulo e essa temporada rendeu um cd ao vivo. A ideia era tocar anos 50/60, era uma mega banda onde os vocais se destacavam. Tenho orgulho de ter participado desse projeto.

Roni: Comente para galera do blog sobre este projeto chamado G80?
R - M.K: Esse projeto foi idealizado pelo Leo Jaime. A banda de apoio do Leo na época, conhecida como os Impossíveis era formada por mim, Mingau no baixo e o atual baterista do Titãs Mario Fabre. Fomos a banda de apoio desse show, uma banda única para tocar com todos os artistas. O projeto foi um estrondoso sucesso e o Dvd anos 80 multishow ao vivo teve mais de 100.000 cópias vendidas. Chegamos a fazer uns 30 shows, mas não é fácil bater a agenda dos artistas, pois todos tem suas bandas. De vez em quando ainda fazemos alguns shows. É outro projeto que tenho muito orgulho de ter participado, conheci vários artistas importantes e fiz muitos amigos.

Roni: Você agora também é produtor? Comente...
R - M.K: Já produzi e gravei o guitarrista Luiz Carlini, Scandurra, Leo Jaime, entre outros não tão conhecidos. Produzi os cds do Vega, recentemente o trabalho de estreia do Celso Cardoso, apresentador do Gazeta Esportiva, de uma cantora nova chamada Dai. Sou sempre chamado para ajudar ou produzir novos cantores e artistas, mas só trabalho com pessoas e trabalhos que tem a ver com meu gosto musical.

Roni: Como e quando surgiu o hino do Palmeiras na guitarra?
R - M.K: Em 2003 quando o Palmeiras estava na segunda divisão fui ao jogo Palmeiras 2 x 0 Marilia. Sai do jogo muito impressionado com a festa da torcida e claro com a eminente volta a primeira divisão. Resolvi então aplicar uma ideia que sempre tive, gravar uma versão do hino do
clube.Em meados dos anos 2000 como citei anteriormente eu montei uma banda que tocava temas de filmes e seriados conhecidos, isso me rendeu muito conhecimento técnico de como lidar com trilhas épicas e orquestração. O hino do Palmeiras apesar de ter um arranjo mais tradicional poderia ser orquestrado ou virar algo mais épico. Esse conhecimento técnico acabou me dando a confiança em fazer uma versão de algo que é quase o hino nacional de tantas pessoas. É uma reponsabilidade e nunca ia liberar a gravação se não gostasse muito.
O jogo que citei foi em uma terça feira, quarta feira gravei, quinta mixei e masterizei, tudo em meu home studio. Mandei o arquivo para 2 amigos na quinta a noite e começou a loucura. Na sexta feira já estava dando entrevistas em rádios e no domingo da mesma semana tocando a versão na TV para 20 milhões de telespectadores. Foi uma verdadeira loucura, ainda é, pois sempre as pessoas comentam sobre, já teve gente que casou com essa versão.Sou muito grato e fico muito contente de ter feito algo que virou um hit no mundo Palmeirense.

Roni: A quanto tempo você toca com as Bandas Ultraje a Rigor e Vega?
R - M.K: O Vega sou um dos fundadores, estamos na ativa desde 2000. No Ultraje estou desde março de 2009. 

- Pergunta do Internauta
Nome: Luiara, Guarulhos - SP.
Oi Roni gostaria de saber do Marcos Kleine se ele teve alguma influência na familia no ramo da musica?
R - M.K: Na minha família não existe nenhum musico ou alguém ligado a musica. Foi algo que surgiu do nada mesmo. Existiu certa resistência no começo, o que era normal, pois nos anos 80 músicos tinham a imagem completamente associada as drogas. Nunca fui usuário, mas até ai explicar para as pessoas na época que eu apesar de cabeludo e guitarrista não usava....

Roni: A última pergunta como de costume deixo com você. Diga qual seu objetivo daqui pra frente...
R - M.K: Meu objetivo é simples, continuar vivendo da música e continuar evoluindo. Amo muito o que faço e não saberia viver sem a música.
______________________________
- Agradecimentos:
Agradeço ao meu amigo Marcos Kleine por ter atendido ao meu pedido e ter aceitado participar do PAPO COM RONI. Agradeço a internauta Luiara de Guaulhos, escolhida para fazer sua pergunta ao Kleine.Para demais mídias que quiserem reproduzir a Entrevista, favor entrar em contato comigo: contato@blogdoroni.com - NÃO será compreendido a reprodução da mesma sem o pré-conceito do blog. Entrevista exclusiva www.blogdoroni.com - www.marcoskleine.com.br.

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